E o milagre aconteceu

Os Santos de Nova Orleans fizeram um milagre em Miami: derrotaram o Indianapolis Colts, por 31 a 17, e passaram de “saco de pancadas” a campeão do Super Bowl!
Perdoem-me o trocadilho com o nome da equipe, mas foi praticamente o que aconteceu diante dos olhos de mais de 70 mil pessoas no Sun Life Stadium e de milhões e milhões no mundo inteiro. Após o jogaço, eles realizaram o milagre que devolveu a alegria e o orgulho ao estado da Louisiana, mais necessariamente, à cidade de Nova Orleans, devastada pelo furucão Katrina há quase cinco anos. Um milagre que só o esporte é capaz de proporcionar.
Cito aqui alguns destes “santos” que tornaram tal epopeia possível.
Um deles é o running back Pierre Thomas, que além de ter corrido muito, se destacou por sua grande habilidade com as pernas com suas fintas desconcertantes. E fez o touchdown que resultou na primeira virada do jogo a favor dos Saints. Foi a segunda vez na história do Super Bowl que um time consegue virar após estar perdendo por 10 a 0. Para mim, não seria injusto se Thomas fosse eleito o MVP da noite.
Outro “santo milagreiro” foi cornerback Tracy Porter. Este, inclusive, autor do ato final do grande milagre. Faltando 3min12s para o fim do jogo, quando os Saints já venciam por 24 a 17 (ou seja, os Colts estavam a um touchdown de botar fim nisso tudo), Porter, no lugar e na hora certa, consegue interceptar um lançamento do craque Payton Manning e retorna para um TD de 74 jardas, colocando ponto final no Super Bowl XLIV.
Não podemos esquecer de citar o “Santo” Drew Brees. O quarterback foi eleito o MVP da final. Visto como coadjuvante antes da partida, se deu melhor no duelo contra o gênio Manning e fechou a noite como a estrela maior do espetáculo. Após sair do San Diego Charges, há cinco anos, devido a uma grave lesão no ombro, Brees passava talvez pelo pior momento na carreira até que foi contratado pelos Saints, que precisavam urgentemente de um quarterback. Um casamento que deu mais do que certo.
Junto ao Brees, o maior responsável pelo “milagre de Miami” foi o técnico Sean Payton. Além de ter montado um time que colocou os Saints, pela primeira vez, na elite do futebol americano, foi ousadíssimo (até de mais para o meu gosto) neste que foi o jogo da vida de todos em Nova Orleans. Felizmente para os fãs dos Saints, a coragem do treinador foi decisiva para a conquista.
Ah, e ainda teve um show espetacular do The Who no intervalo. Não há como falar mal de um Super Bowl.
Agora, abro parênteses para um pequeno relato mais pessoal a respeito do meu ponto de vista em relação ao jogo. Antes de uma final de Copa do Mundo ou UEFA Champions League, geralmente eu tomo partido mesmo quando os meus times favoritos não chegam. Mas o Super Bowl é diferente para mim, e consigo me emocionar com ambas as equipes. Os Saints ganharam e isso foi espetacular! Porém se os Colts fossem campeões, era a chance de ver uma lenda chamada Payton Manning se concretizando aos meus olhos. Assim como os mais velhos falam de Pelé, eu daqui a muitos anos poderia falar do eterno camisa 18 do time de Indianápolis. Também seria legal.
De qualquer forma, eu adorei a vitória dos Saints. Me emocionei e me arrepiarei toda vez que lembrar deste SB por 10, 20, 30 anos, que seja!
Parabéns, New Orleans Saints! Agora são uma lenda!
Perdoem-me o trocadilho com o nome da equipe, mas foi praticamente o que aconteceu diante dos olhos de mais de 70 mil pessoas no Sun Life Stadium e de milhões e milhões no mundo inteiro. Após o jogaço, eles realizaram o milagre que devolveu a alegria e o orgulho ao estado da Louisiana, mais necessariamente, à cidade de Nova Orleans, devastada pelo furucão Katrina há quase cinco anos. Um milagre que só o esporte é capaz de proporcionar.
Cito aqui alguns destes “santos” que tornaram tal epopeia possível.
Um deles é o running back Pierre Thomas, que além de ter corrido muito, se destacou por sua grande habilidade com as pernas com suas fintas desconcertantes. E fez o touchdown que resultou na primeira virada do jogo a favor dos Saints. Foi a segunda vez na história do Super Bowl que um time consegue virar após estar perdendo por 10 a 0. Para mim, não seria injusto se Thomas fosse eleito o MVP da noite.
Outro “santo milagreiro” foi cornerback Tracy Porter. Este, inclusive, autor do ato final do grande milagre. Faltando 3min12s para o fim do jogo, quando os Saints já venciam por 24 a 17 (ou seja, os Colts estavam a um touchdown de botar fim nisso tudo), Porter, no lugar e na hora certa, consegue interceptar um lançamento do craque Payton Manning e retorna para um TD de 74 jardas, colocando ponto final no Super Bowl XLIV.
Não podemos esquecer de citar o “Santo” Drew Brees. O quarterback foi eleito o MVP da final. Visto como coadjuvante antes da partida, se deu melhor no duelo contra o gênio Manning e fechou a noite como a estrela maior do espetáculo. Após sair do San Diego Charges, há cinco anos, devido a uma grave lesão no ombro, Brees passava talvez pelo pior momento na carreira até que foi contratado pelos Saints, que precisavam urgentemente de um quarterback. Um casamento que deu mais do que certo.
Junto ao Brees, o maior responsável pelo “milagre de Miami” foi o técnico Sean Payton. Além de ter montado um time que colocou os Saints, pela primeira vez, na elite do futebol americano, foi ousadíssimo (até de mais para o meu gosto) neste que foi o jogo da vida de todos em Nova Orleans. Felizmente para os fãs dos Saints, a coragem do treinador foi decisiva para a conquista.
Ah, e ainda teve um show espetacular do The Who no intervalo. Não há como falar mal de um Super Bowl.
Agora, abro parênteses para um pequeno relato mais pessoal a respeito do meu ponto de vista em relação ao jogo. Antes de uma final de Copa do Mundo ou UEFA Champions League, geralmente eu tomo partido mesmo quando os meus times favoritos não chegam. Mas o Super Bowl é diferente para mim, e consigo me emocionar com ambas as equipes. Os Saints ganharam e isso foi espetacular! Porém se os Colts fossem campeões, era a chance de ver uma lenda chamada Payton Manning se concretizando aos meus olhos. Assim como os mais velhos falam de Pelé, eu daqui a muitos anos poderia falar do eterno camisa 18 do time de Indianápolis. Também seria legal.
De qualquer forma, eu adorei a vitória dos Saints. Me emocionei e me arrepiarei toda vez que lembrar deste SB por 10, 20, 30 anos, que seja!
Parabéns, New Orleans Saints! Agora são uma lenda!
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